segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Deus é misericórdia!



Olá, meu nome é Vera Lucia, tenho 52 anos, fui acolhida na Toca de Assis.

No momento em que eu não tinha mais esperança, em que todos me viraram as costas, eu passei a morar nas ruas. Então, ao andar muito e conhecer várias cidades, descobri a Toca de Assis em Itapetininga que era uma casa masculina, em que todas as quartas-feiras os religiosos faziam pastoral de rua e começaram a me falar do amor, do perdão, eles me davam atenção, isso para mim era até mais importante do que o alimento, porque o dia todo ninguém olhava para mim, ou, às vezes tinham nojo. 

Então, eles me falaram: “Vá pra Sorocaba, lá tem uma casa feminina” e eu vim no dia 17 de janeiro de 2006. Cheguei aqui em Sorocaba, porque vim a pé e fiquei perto da rodoviária. Finalmente, havia chegado o dia que a minha história mudaria... 

Foi numa sexta-feira, dia 19 de janeiro de 2006, as irmãs me encontraram toda debilitada, machucada, coração ferido, acabada. Porém, hoje eu posso dizer que eu sou um diamante bruto que Jesus lapidou e dará seu próprio brilho.

Atualmente, eu trabalho na Toca, tenho minha “casinha”, carteira 
assinada e o mais lindo de tudo: agora eu comungo o corpo de Cristo!
Foi preciso encontrar as irmãs da Toca, que me acolheram com tanto carinho (e que me ajudam até hoje), para que eu conseguisse minha liberdade do alcoolismo e independência. 

Sou muito grata a Deus e a estas irmãs abençoadas que depositaram confiança em mim. Já faz um ano que eu moro na minha própria casa, graças a elas.

Sou feliz e espero que outras pessoas assim, como eu, tenham fé porque Deus é misericordioso!

Testemunho do ex-acolhida Vera Lucia Antônio,
da Missão Sorocaba/SP

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vida digna!


Meu nome é Geraldo Francisco Gomes. 
Como outros tantos irmãos, também vivia perambulando pelas ruas. 

Hoje, sou acolhido nesta casa abençoada por Deus (Missão Toca de Uberaba-MG). Aqui, para mim, como para todos os outros acolhidos que se encontravam em situação precária de rua, encontramos um verdadeiro lar com toda atenção e todos os cuidados dispensados pelos responsáveis da casa. 

Também recebemos todo o apoio moral, dignidade e tratamento médico (já que a maioria possui problemas de saúde). Para aqueles que não possuem documento, a casa providencia.

Temos quatro refeições reforçadas (de excelente qualidade) todos os dias. Ainda contamos com todo o material de higiene pessoal, roupas limpas e banho. Temos a Santa Missa aqui na capela da casa.

Aos domingos, nos levam à missa nas igrejas da cidade. Ainda temos a possibilidade de  entrar na capela e adorar Jesus Sacramentado. 

Dessa forma, temos todo o apoio que um ser humano necessita para recuperar a autoestima, a dignidade moral e se fortalecer cada vez mais espiritualmente e lutar por uma vida melhor. 

Eu só tenho que agradecer a Deus, em primeiro lugar, e a estas maravilhosas pessoas que dedicam suas vidas para ajudar pobres e os necessitados.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

“A fé e o amor vêm por causa da esperança...” Colossenses 1:5


Meu nome é  Wilson Cachago, tenho 35 anos e nascí na cidade de Quito, no Equador. Minha infância foi marcada pelo desprezo do meu pai. Sempre apresentei problemas de conduta e adaptação. Minha mãe me aceitava, mas era muito submissa ao meu pai. O desprezo e os maus tratos me obrigaram a viver nas ruas desde os 13 anos de idade. Aprendi a pedir esmolas para sobreviver, a trabalhar em restaurantes e como ajudante de padeiro.

  A solidão, o desamor e o frio, consequentemente, me levaram à bebida. Com o passar do tempo,  meus problemas de conduta foram aumentando e não tinha a ajuda de ninguém. 

Há quatro anos, os irmãos brasileiros da Fraternidade Toca de Assis, através da missão de ajudar aos pobres, em um dia de pastoral de rua, me encontraram em mal estado de saúde. Nessa época, já tinha, muita vontade de mudar de vida, pois já estava cansado da rua, da bebida e das mulheres. Os irmãos me acolheram na Toca por cerca de dois anos e meio. Esse tempo foi suficiente para que eu recebesse a ajuda em minha recuperação, a minha (re)inserção familiar, social e laboral. Foi um caminho árduo, mas não foi impossível. Com carinho e esperança, dei início  a um novo estilo de vida e sempre com a proteção de Deus.

Os irmãos me levaram a um  psicólogo e a um psiquiatra.  Com essa ajuda, pude descobrir meu problema e tratá-lo adequadamente. Além disso, os irmãos conseguiram uma vaga no Centro de Apoio  a Descapacitados – MIES – onde desenvolvi várias atividades. A parte mais difícil do caminho foi a reconciliação familiar.

 No começo, muitas vezes, perdia a esperançca, principalmente com relação ao meu pai. Entretanto, tentávamos muitas vezes. E, com perseverança, alcancei o meu objetivo que era ser aceito pela minha família.

 Agradeco aos irmãos da Toca de Assis pela ajuda, pois  através deles,  eu consegui um emprego em uma fábrica chamada Vicunha (onde trabalho atualmente). Agradeço, de forma especial, à assistente social Tanya Nolivos que foi muito importante no reencontro com minha familia através da terapia familiar de reconciliação.

 Hoje, gracas a Deus e ao meu trabalho, continuo com o tratamento psicológico e o mais importante: vivo com meus pais sou feliz! Sempre visito os irmãos da Toca de Assis e agradeço a Deus por esta oportunidade de voltar a ter esperança!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Reencontro!


A acolhida Neusa Maria Magalhães, reencontrou sua irmã, Neide, após 25 anos...

No mês de março deste ano, a casa de acolhimento feminino de Santos/SP teve a alegria de promover o reencontro de uma de suas acolhidas, Neusa (63 anos), com seus familiares. Ela não os que há mais de 25 anos. Neusa ficava na Praça da Sé, em São Paulo, como moradora de rua, e foi acolhida em nossa Obra há cerca de quatro anos.

Desde então, foram realizadas diversas buscas no sentido de encontrar seus familiares, resgatar sua história... Ajudá-la de forma mais eficaz... Achar seus documentos e devolver a ela a cidadania perdida nos longos anos que passou sobrevivendo em condições subumanas pelas ruas de São Paulo.

Durante quase quatro anos de busca , nada havia sido encontrado. Em nova tentativa de retirar seus documentos, guiadas e assistidas pela Providência Divina, as religiosas descobriram um possível endereço da irmã de Neusa em São Paulo. Já no dia seguinte, partiram para a capital em busca de seus familiares. 

Chegando ao endereço, encontraram um prédio no lugar da casa (que havia sido demolida há 10 anos). Ainda com grande esperança, bateram de porta em porta, em busca de alguém antigo no bairro que conhecesse a sua irmã. Após diversas tentativas conseguiram chegar ao local.

Quem abriu a porta foi um sobrinho dela que a reconheceu, mesmo tendo a visto pela última vez quando ele ainda era uma criança.  O reencontro de Neusa com sua irmã foi um momento inesquecível! Uma enorme alegria! 
Apesar de tanto tempo separadas pelas circunstâncias da vida, foi uma grande graça observar o quanto elas se parecem fisicamente e também no “jeito” de falar, rir e brincar. 

Bendito seja o grande amor de Deus que devolveu vida e alegria ao coração desta sua filha amada que tanto sofreu na vida. “O amor tem o incrível poder de transformar o passado ‘congelado’ em um presente ‘que avança’.” (Amedeo Cencini)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Vida nova!


Nasci em 31 de outubro de 1970, na cidade de Toledo-PR. Minha história não é diferente da dos demais irmãos e conta com o mesmo “processo” de dificuldades. Já tive bens materiais, casa, carro, dinheiro... Mas, no fim, os vícios não deixaram que eu progredisse. 


Estive em situações difíceis em que morei em pensões e, depois, na rua. Não conseguia controlar o dinheiro que ganhava. Acabava gastando tudo e não sobrava para o pernoite e nem para a alimentação.


Neste intervalo conheci os irmãos da pastoral de rua, e, também, as irmãs da Toca de Assis. Os conheci na Rua Delfino Cintra , em Campinas, São Paulo, há cinco anos. Lá, elas nos ajudavam com banho e outras higienes do corpo, além de nos dar comida...


Na verdade, eu frequentava outra religião (não quero expor o nome). Mas, eu observava a maneira que os irmãos tratavam as pessoas. Eu não tinha muita dificuldade para me locomover, por exemplo. Às vezes, podia até pagar pelo meu banho e fazer isso sozinho. Mas, os irmãos com limitações locomotivas eram acolhidos pelos “toqueiros” na pastoral de rua. 


Os toqueiros iam onde estavam os pobres e cortavam os seus cabelos, faziam a barba, às vezes levavam uma coberta, roupas... Enfim, ajudavam a todos também com palavras amigas e com a melhor Palavra, que é a do Reino do Céus. 


Isso diminuía nosso sofrimento (meu e dos demais irmãos de rua). “SÓ POR HOJE” (lema diário) não estou fazendo uso de entorpecentes e espero, assim,  melhorar cada vez mais.


No mais, procuro viver o meu dia na presença de Deus e também poder contribuir com este trabalho que tem ajudado a diminuir o sofrimento de vários irmãozinhos por esse mundo afora.
Agradeço a Deus e a toda a Toca!


Testemunho do acolhido Adilson Henrique, que já foi da Casa Mãe e hoje está na Missão de  Vinhedo.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O amor de Deus não vê limites


Faremos uma breve apresentação de um grande tesouro que o Senhor nos concedeu: Regina Aparecida Félix. Hoje, ela se encontra impossibilitada de dar o seu testemunho. Por isso, falaremos por ela, já que somos membros de sua “família”.


Regina foi acolhida em uma das nossas casas de São Paulo, em 2005. Ela veio encaminhada de um hospital, sem documentos ou contatos e foi transferida para a chácara Santa Maria dos Anjos (em Cotia), em 2006. Ela possui um diagnóstico de atrofia cerebral, ou seja, o seu cérebro vai aos poucos perdendo as suas atividades. 


Quando ela chegou aqui, em Cotia, apresentava certa dificuldade para andar, falava pouco e com muita dificuldade. Conseguia exercer algumas ações (como alimentação e higiene), precisando apenas de alguns auxílios. Devido à grande dificuldade na fala, sabemos pouca coisa sobre ela, nada da sua história de vida antes de estar conosco.


Mas isso não nos impediu de amá-la. Ao contrário, ao olharmos para ela na sua debilidade e solidão, nosso coração é impulsionado a ir ao encontro de suas necessidades (físicas e espirituais). 


A sua história conosco começou a ser traçada em 2005. Esse tipo de situação, para nós, é muito comum. Temos vários irmãos e irmãs acolhidos em nosso Instituto, que possuem problemas de amnésia e até distúrbios neurológicos ou psiquiátricos. Aos poucos vamos conquistando a sua confiança e conhecendo a sua história, até fazermos parte dela.  E, em especial, lhe devolvendo a sua própria história, a sua própria vida. Buscando assim, uma volta para o convívio familiar, a inserção na sociedade ou uma nova história em uma nova família (Toca de Assis ou outra instituição).


Mesmo com o amparo médico que nos foi fornecido pelo Cotolengo (“família” dos Orionitas ), com neurologista, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, o que já era previsto aconteceu. Aos poucos, Regina foi perdendo os controles motores. Hoje, ela se encontra em um quadro de total dependência. No caso dela, a inserção não foi possível (em virtude à da falta de informação, e do seu estado de saúde).


Ela é presença do próprio Jesus!


Estando Ele nu, nós buscamos o que vestí-lo. Estando Ele com fome, nós lhe damos alimentos... Sempre temos a preocupação e o desejo de não deixa-la sozinha. Porém, será necessário realizarmos a transferência da Regina para outra casa do nosso Instituto ou até mesmo para outra instituição. Essa transferência visa,  em primeiro lugar, criar condições para que ela receba um tratamento mais específico (já que a missão de Cotia é uma casa de noviciado). Estamos buscando um novo lar para ela. Contudo, uma vez ique nossas vidas foram entrelaçadas, é impossível que o desvencilhamento ocorra por completo. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dignidade recuperada!

Meu nome é Jovaldo dos Santos, sou natural de Quintana, São Paulo. Venho manifestar minha alegria em ser acolhido na Toca de Assis no mês de abril de 2008. Antes de chegar à Toca, eu era casado. Separei -me de minha mulher e fui morar nas ruas da cidade de Marília. Passei por momentos muitos difíceis e bebia muito. Fui me entregando a uma rotina de vida sem banho, sem me alimentar... Tal como é a vida na rua. Passei várias datas especiais nas ruas Dia dos Pais, Dia das Mães, Natal) longe da minha família.

Estava cego diante do poder de Deus, e, cada vez mais, me ausentando da sociedade. Acomodei-me na rua, sem sentido de viver. Dormia na antiga estação rodoviária de Marília. Em um dia chuvoso, passou perto de mim um senhor maltrapilho que me disse que a rua não era o meu lugar. Então, comecei a chorar... Pensei que estava louco, tendo algumas alucinações. Depois daquele dia, algo novo estava acontecendo comigo! Hoje, percebo que era Deus que estava junto de mim. Em uma das noites na rua, chegou para mim um “toqueiro” que me convidou para ir à Toca de Assis.

No outro dia, eu fui até lá. Estava muito fraco e os irmãos da Toca me acolheram na casa. Logo comecei a ajudar na casa (na parte elétrica). A partir daquele dia, fui vendo minha vida ser transformada por meio das orações! Como eu tenho boas condições físicas, acabei ajudando a cuidar dos outros acolhidos. Por causa do vicio do álcool, tive uma recaída e voltei, então, para a rua. Os irmãos foram ao meu encontro para que eu voltasse novamente para a Toca de Assis.

Depois desta recaída, continuei minha caminhada com o apoio dos irmãos que me acolheram novamente. Eles me deram toda a condição, ajuda e auxílio necessários, Saí da Toca de Marília e fui para a Toca de Londrina no ano de 2009. Em Londrina, continuei a minha caminhada, ajudando na casa e vencendo, pela graça de Deus, os vícios. Com a ajuda dos irmãos, consegui um emprego. Continuei morando na casa, mas trabalhando fora.

Através da Toca, descobri que a fraternidade e a bondade não são para serem ditas, mas vividas para com o próximo. Hoje, quando tudo parece não dar certo, clamo por Deus. E Ele me ajuda. No mês de dezembro de 2011, dei um passo em minha vida: adquiri minha casa e passei a morar sozinho. Mas, sou muito grato a Deus pelo tempo que vivi na Toca, pelos irmãos que me ajudaram a ser gente novamente e me entregando a Deus. Pela graça de Deus, venci os vícios, tive minha dignidade recuperada  e, hoje, sou muito feliz!  

Descobri o que é amar sem receber nada em troca. Descobri que, sem Deus, não sou nada. Graças à Toca de Assis, que me ajudou em meu fortalecimento espiritual, voltei à sociedade.  E, continuarei a me encontrar com Deus de uma forma definitiva, pedindo a Ele a graça de continuar no caminho no qual me encontro atualmente. Agradeço a Deus pela Toca, que me ajudou, acolheu e me incentivou a ser mais de Deus. A chegar onde cheguei.

Posso resumir a Toca de Assis em três palavras: HUMILDADE, FRATERNIDADE E ENTREGA (a DEUS).

Obrigado, Toca de Assis! Obrigado, Deus. CREIO QUE A TOCA DE ASSIS SEMPRE SERÁ MINHA CASA. AGRADEÇO A TODOS, DE CORAÇÃO!

Deus habita nos pequenos para estar no meio de nós!

Este é um dos tesouros da Missão de Sete Lagoas/MG: Wanderson dos Santos, carinhosamente chamado de “Tatá” (por gostar de bater fortemente as portas da casa...).

Acolhido desde 2002, ele marca a vida de muitos religiosos e leigos que por aqui passam. Teve complicações em seu desenvolvimento e possui demência acentuada. Andava no centro da cidade em meio aos esgotos e comendo de tudo.

Por gostar muito de carros e tentar
abri-los, apanhava muito por pensarem que estava roubando-os. Apesar de sua aparência forte, nem de longe é agressivo. Pelo contrário, é muito carinhoso!

Não fala, mas produz sons peculiares que nos permitem ver se está feliz ou bravo. Fica o dia inteiro atrás de algum religioso ou acolhido que lhe dê atenção e carinho. Se não encontra ninguém, sobretudo em momentos de oração, partilha e formação dos religiosos, faz de tudo para chamar a atenção,
 valendo-lhe o famoso apelido...
Contemplando nele a presença de Cristo, vemos Este que não se cansa de, insistentemente, nos buscar para que tenhamos uma vida de intimidade com Deus. Wanderson marcou e marca a história de muitos. Exige grande cuidado, atenção, carinho e amor... E, é, aqui, o instrumento de Deus mais eficiente para fazer os religiosos exercitarem a Virtude da Paciência!

Vemos em sua vida o grande cuidado de Deus, encaminhando-o até aqui. Assim, ele pode ter uma vida mais digna e ser amado, não por aquilo que possa ter ou oferecer, mas por ser o que é: filho amado de Deus!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Recomeçar!


Em outubro de 2011 na missão de Macaé aconteceu um encontro emocionante...

Através do Ministério Púbico – Macaé/RJ, vara cível-idoso; houve um comunicado que eles haviam encontrado a filha de D. Cora Conceição Portela de Silveira. Então, a Irmã Maria Clemente, do apostolado local, fez o contato com Sônia Ataíde Silveira da Silva, uma dos cinco filhos de D. Cora (que não via há todo este tempo... ). De acordo com D. Cora, Sônia e seu marido, a guardiã da missão (Irmã Dulce) e os apostolados local e regional, viram a possibilidade de a acolhida retornar ao seio familiar!

Foi um bonito reencontro entre mãe e filha que causou um grande impacto em todos que puderam estar presente neste momento tão especial em que experimentamos a misericórdia e a fidelidade de Deus. D. Cora estava acolhida em nossas casas fraternas desde 2007. Ela já havia passado por São Gonçalo, Niterói e estava em Macaé.
Agradecemos, de coração, ao Nosso Senhor Jesus pela vida de D. Cora e de sua filha, pelo tempo de convívio com a Toca de Assis e por este novo momento que ela começa em sua vida!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Uma vida de lutas e superações

Meu nome é Mauricio Meireles da Costa, nasci na cidade de Boa Esperança/RJ, onde vive até a minha adolescência e aprendi os ofícios de mecânico e motorista com um mecânico  que era meu amigo.

Mudando para o Rio de Janeiro, exerci a profissão e também trabalhei em obras da construção civil como pedreiro. Não me casei, mas tive duas filhas (Neide e Nerilda) que há tempo não as vejo (desde quando me decidi separar da mulher com a qual eu morava).
 
Bebia muito, fiquei desempregado e fui morar na rua onde me sustentava com aquilo que me davam. Cheguei a dormir no meio do mato, debaixo de árvores e marquises, em meio a "malandros", mas nunca fui agredido. Recordo-me de quando vinham me trazer alimentos durante a noite. Fui recolhido das ruas pela assistência social do Rio de Janeiro e encaminhado para a Toca de Assis lá em Madureira. Até então, a Toca era um lugar desconhecido para mim.

Hoje, aos 85 anos, ainda moro no Rio de Janeiro, na casa do Cosme Velho. Sou feliz por tudo o que o bom Deus me concedeu. Sou grato por todos aqueles que estão perto de mim, (tanto os Irmãos e as Irmãs, como os leigos) que, com muito carinho, se tornaram a minha família!
 
E minha alegria é poder participar das Missas e saber que posso me encontrar  com o bom Deus que me ama e sempre me amará!!!





sexta-feira, 18 de maio de 2012

“A Toca é meu lar!”

Nascida no Estado da Guanabara/RJ, Norma Sueli Siqueira D’Ávila cresceu ao lado dos pai adotivos, em meio a uma família simples, onde recebeu o apoio para estudar e trabalhar.

Ela conta que aos 20 anos, conheceu Mário, o pai de seus dois filhos. Quando as crianças tinham quatro e cinco anos respectivamente, moravam em Realengo/RJ, época em que infelizmente o "companheiro" foi embora.

 Tendo que cuidar dos filhos sozinha, os matriculou em uma creche para poder trabalhar em uma fábrica que fazia plástico, lutando muito pelo sustento das crianças. "Quando eles estavam bem crescidos, saí de casa naqueles ‘cinco minutos’ que dá na gente! Peguei carona e fui parar em campos dos Goytacazes, sem saber onde estava!", diz ela.
Conta ainda que morou quatro anos na rua, e que nesse tempo sofreu muitas complicações em sua saúde, já que teve desnutrição e tuberculose. Diagnosticada no hospital, a encaminharam para a Toca de Assis.

"Fui bem acolhida e, já em Campos, comecei o tratamento com a psicóloga Elvira (voluntária) o que me ajudou muito!".
Hoje, aos 55 anos, Norma mora na casa da missão de Guaratinguetá, onde foi incentivada pela Irmã Samaritana a procurar seus filhos. Ela continua recebendo ajuda psicológica (só que agora com a Dra. Mônica, também voluntária). Nossa acolhida ajuda as Irmãs na limpeza da casa, além de fazer trabalhos artesanais.

“Sou muito feliz na Toca de Assis, que posso dizer que é minha família, meu lar! Agradeço todas as irmãs que passaram pela minha vida e me deram amor e carinho. Obrigado meu Jesus Sacramentado!”.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

“Gratidão porque, através da Toca, Deus não desistiu de mim!”

O testemunho de Antônio Estevão Souza

Paranaense, 48 anos. Antônio a partir de 1999, quando se separou da esposa, conheceu bem a realidade das ruas: frio, fome, abandono, humilhações, sujeição a vícios e tantas situações que levam o homem a esquecer de sua dignidade humana. Passou algumas vezes pela Toca de Assis em Curitiba-PR, sendo acolhido logo que abriu a missão. Também morou na missão de Blumenau- SC. Mas recaía muitas vezes no vício do alcoolismo e voltou novamente para as ruas.


Em Outubro de 2009, os Irmãos faziam uma pastoral de rua com os leigos da missão e o reencontraram. Estava muito mal, quase não andava sentia muitas dores. Após os devidos cuidados médicos, foi levado para a Casa da Fraternidade em Curitiba, onde foi acolhido novamente. “Naquele dia tomei uma decisão de lutar por minha vida”, diz ele.

Aos poucos foi voltando o contato com sua família, com seu filho de vinte um anos, sua mãe e suas irmãs, aos quais havia perdido os vínculos. Recuperando sua documentação logo manifestou o desejo de ter um trabalho que lhe gerasse uma renda capaz de ajudá-lo a recomeçar.

Sempre atento às necessidades da casa, buscava ajudar no que podia. Em uma parceria com a PUC-PR, Antônio e mais três acolhidos foram entrevistados e empregados. Passando pela fase de experiência, foi conquistando espaço. Após alguns meses no serviço e acompanhamento religioso e técnico, conseguiu alugar uma casa e já se prepara para financiar a sua própria. Hoje, após alguns meses que saiu da Toca, Antônio diz: “Sinto gratidão porque Deus, através da Toca, não desistiu de mim. Não sei onde estaria se os Irmãos, os leigos e a Roberta (nossa assistente social) não tivessem me ajudado!”.

Toda a família Toca de Assis, acolhidos, leigos e religiosos da missão de Curitiba, se alegra imensamente com o testemunho do Antônio e dos demais acolhidos que nesta missão foram reinseridos na sociedade e que voltaram para a família.

São muitos os casos e testemunhos. É uma graça maravilhosa vê-los ser reinseridos, felizes e seguros do amor de Deus e do valor que cada um possui. A reinserção na missão Curitiba é uma conquista da Toca.

                   Jesus Sacramentado, nosso Deus Amado!
                Irmão Francisco da Cruz (Missão de Curitiba/PR) 

                                                                                                                   

Uma história de superação e determinação

Martim Pereira dos Santos, 49 anos, supervisor de Segurança, foi acolhido pela pastoral de rua e morou na Toca (Missão da Vila de Assis/SP) durante 7 anos. Hoje está empregado e é voluntário no bazar da nossa Obra.

Essa foi a maneira que ele encontrou para agradecer pela oportunidade que a Toca deu à ele. A Fraternidade o ajudou a atingir seus objetivos: recuperação da saúde e determinação para conseguir um emprego.
Seo Martim conta a principal experiência vivenciada foi o carinho dos religiosos ("toqueiros") com os pobres: "Eu estava em estado de miséria humana, e vivia em abstinência por causa da bebida. Aos poucos fui aprendendo a me valorizar e a amar a minha vida, que é um dom de Deus!".

Diante desse testemunho devemos lembrar que todo ser humano não pode desprezar os outros e nem a si mesmo. Não podemos nos entregar e desistir de tudo quando estamos passando por dificuldades pois a vida nos lapida e nos dá grandes lições. Basta acreditarmos em Deus e termos a esperança de um novo dia em Sua presença, e claro, sempre perseverantes nas Suas promessas!

Toca em retalhos

Paz e Bem a todos!

Pobre Tesouro é o mais novo blog da Fraternidade de Aliança Toca de Assis!
Aqui estarão presentes aqueles que, segundo São Lourenço, são o verdadeiro tesouro da Igreja: os pobres!

Num mundo isento de igualdade social, esperamos que o testemunho de vida de nossos acolhidos(as) possa motivá-lo a lutar conosco por uma humanidade mais solidária e cristã!

Que Deus o abençõe sempre!

“É maior alegria dar que receber” At. 20,35