quarta-feira, 30 de maio de 2012

Recomeçar!


Em outubro de 2011 na missão de Macaé aconteceu um encontro emocionante...

Através do Ministério Púbico – Macaé/RJ, vara cível-idoso; houve um comunicado que eles haviam encontrado a filha de D. Cora Conceição Portela de Silveira. Então, a Irmã Maria Clemente, do apostolado local, fez o contato com Sônia Ataíde Silveira da Silva, uma dos cinco filhos de D. Cora (que não via há todo este tempo... ). De acordo com D. Cora, Sônia e seu marido, a guardiã da missão (Irmã Dulce) e os apostolados local e regional, viram a possibilidade de a acolhida retornar ao seio familiar!

Foi um bonito reencontro entre mãe e filha que causou um grande impacto em todos que puderam estar presente neste momento tão especial em que experimentamos a misericórdia e a fidelidade de Deus. D. Cora estava acolhida em nossas casas fraternas desde 2007. Ela já havia passado por São Gonçalo, Niterói e estava em Macaé.
Agradecemos, de coração, ao Nosso Senhor Jesus pela vida de D. Cora e de sua filha, pelo tempo de convívio com a Toca de Assis e por este novo momento que ela começa em sua vida!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Uma vida de lutas e superações

Meu nome é Mauricio Meireles da Costa, nasci na cidade de Boa Esperança/RJ, onde vive até a minha adolescência e aprendi os ofícios de mecânico e motorista com um mecânico  que era meu amigo.

Mudando para o Rio de Janeiro, exerci a profissão e também trabalhei em obras da construção civil como pedreiro. Não me casei, mas tive duas filhas (Neide e Nerilda) que há tempo não as vejo (desde quando me decidi separar da mulher com a qual eu morava).
 
Bebia muito, fiquei desempregado e fui morar na rua onde me sustentava com aquilo que me davam. Cheguei a dormir no meio do mato, debaixo de árvores e marquises, em meio a "malandros", mas nunca fui agredido. Recordo-me de quando vinham me trazer alimentos durante a noite. Fui recolhido das ruas pela assistência social do Rio de Janeiro e encaminhado para a Toca de Assis lá em Madureira. Até então, a Toca era um lugar desconhecido para mim.

Hoje, aos 85 anos, ainda moro no Rio de Janeiro, na casa do Cosme Velho. Sou feliz por tudo o que o bom Deus me concedeu. Sou grato por todos aqueles que estão perto de mim, (tanto os Irmãos e as Irmãs, como os leigos) que, com muito carinho, se tornaram a minha família!
 
E minha alegria é poder participar das Missas e saber que posso me encontrar  com o bom Deus que me ama e sempre me amará!!!





sexta-feira, 18 de maio de 2012

“A Toca é meu lar!”

Nascida no Estado da Guanabara/RJ, Norma Sueli Siqueira D’Ávila cresceu ao lado dos pai adotivos, em meio a uma família simples, onde recebeu o apoio para estudar e trabalhar.

Ela conta que aos 20 anos, conheceu Mário, o pai de seus dois filhos. Quando as crianças tinham quatro e cinco anos respectivamente, moravam em Realengo/RJ, época em que infelizmente o "companheiro" foi embora.

 Tendo que cuidar dos filhos sozinha, os matriculou em uma creche para poder trabalhar em uma fábrica que fazia plástico, lutando muito pelo sustento das crianças. "Quando eles estavam bem crescidos, saí de casa naqueles ‘cinco minutos’ que dá na gente! Peguei carona e fui parar em campos dos Goytacazes, sem saber onde estava!", diz ela.
Conta ainda que morou quatro anos na rua, e que nesse tempo sofreu muitas complicações em sua saúde, já que teve desnutrição e tuberculose. Diagnosticada no hospital, a encaminharam para a Toca de Assis.

"Fui bem acolhida e, já em Campos, comecei o tratamento com a psicóloga Elvira (voluntária) o que me ajudou muito!".
Hoje, aos 55 anos, Norma mora na casa da missão de Guaratinguetá, onde foi incentivada pela Irmã Samaritana a procurar seus filhos. Ela continua recebendo ajuda psicológica (só que agora com a Dra. Mônica, também voluntária). Nossa acolhida ajuda as Irmãs na limpeza da casa, além de fazer trabalhos artesanais.

“Sou muito feliz na Toca de Assis, que posso dizer que é minha família, meu lar! Agradeço todas as irmãs que passaram pela minha vida e me deram amor e carinho. Obrigado meu Jesus Sacramentado!”.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

“Gratidão porque, através da Toca, Deus não desistiu de mim!”

O testemunho de Antônio Estevão Souza

Paranaense, 48 anos. Antônio a partir de 1999, quando se separou da esposa, conheceu bem a realidade das ruas: frio, fome, abandono, humilhações, sujeição a vícios e tantas situações que levam o homem a esquecer de sua dignidade humana. Passou algumas vezes pela Toca de Assis em Curitiba-PR, sendo acolhido logo que abriu a missão. Também morou na missão de Blumenau- SC. Mas recaía muitas vezes no vício do alcoolismo e voltou novamente para as ruas.


Em Outubro de 2009, os Irmãos faziam uma pastoral de rua com os leigos da missão e o reencontraram. Estava muito mal, quase não andava sentia muitas dores. Após os devidos cuidados médicos, foi levado para a Casa da Fraternidade em Curitiba, onde foi acolhido novamente. “Naquele dia tomei uma decisão de lutar por minha vida”, diz ele.

Aos poucos foi voltando o contato com sua família, com seu filho de vinte um anos, sua mãe e suas irmãs, aos quais havia perdido os vínculos. Recuperando sua documentação logo manifestou o desejo de ter um trabalho que lhe gerasse uma renda capaz de ajudá-lo a recomeçar.

Sempre atento às necessidades da casa, buscava ajudar no que podia. Em uma parceria com a PUC-PR, Antônio e mais três acolhidos foram entrevistados e empregados. Passando pela fase de experiência, foi conquistando espaço. Após alguns meses no serviço e acompanhamento religioso e técnico, conseguiu alugar uma casa e já se prepara para financiar a sua própria. Hoje, após alguns meses que saiu da Toca, Antônio diz: “Sinto gratidão porque Deus, através da Toca, não desistiu de mim. Não sei onde estaria se os Irmãos, os leigos e a Roberta (nossa assistente social) não tivessem me ajudado!”.

Toda a família Toca de Assis, acolhidos, leigos e religiosos da missão de Curitiba, se alegra imensamente com o testemunho do Antônio e dos demais acolhidos que nesta missão foram reinseridos na sociedade e que voltaram para a família.

São muitos os casos e testemunhos. É uma graça maravilhosa vê-los ser reinseridos, felizes e seguros do amor de Deus e do valor que cada um possui. A reinserção na missão Curitiba é uma conquista da Toca.

                   Jesus Sacramentado, nosso Deus Amado!
                Irmão Francisco da Cruz (Missão de Curitiba/PR) 

                                                                                                                   

Uma história de superação e determinação

Martim Pereira dos Santos, 49 anos, supervisor de Segurança, foi acolhido pela pastoral de rua e morou na Toca (Missão da Vila de Assis/SP) durante 7 anos. Hoje está empregado e é voluntário no bazar da nossa Obra.

Essa foi a maneira que ele encontrou para agradecer pela oportunidade que a Toca deu à ele. A Fraternidade o ajudou a atingir seus objetivos: recuperação da saúde e determinação para conseguir um emprego.
Seo Martim conta a principal experiência vivenciada foi o carinho dos religiosos ("toqueiros") com os pobres: "Eu estava em estado de miséria humana, e vivia em abstinência por causa da bebida. Aos poucos fui aprendendo a me valorizar e a amar a minha vida, que é um dom de Deus!".

Diante desse testemunho devemos lembrar que todo ser humano não pode desprezar os outros e nem a si mesmo. Não podemos nos entregar e desistir de tudo quando estamos passando por dificuldades pois a vida nos lapida e nos dá grandes lições. Basta acreditarmos em Deus e termos a esperança de um novo dia em Sua presença, e claro, sempre perseverantes nas Suas promessas!

Toca em retalhos

Paz e Bem a todos!

Pobre Tesouro é o mais novo blog da Fraternidade de Aliança Toca de Assis!
Aqui estarão presentes aqueles que, segundo São Lourenço, são o verdadeiro tesouro da Igreja: os pobres!

Num mundo isento de igualdade social, esperamos que o testemunho de vida de nossos acolhidos(as) possa motivá-lo a lutar conosco por uma humanidade mais solidária e cristã!

Que Deus o abençõe sempre!

“É maior alegria dar que receber” At. 20,35