quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Correndo atrás sonhos

Arlindo Rodrigues de Souza, conhecido como “Ceará”, é assim como gosto de ser chamado. Nasci na cidade de Catunda, no Ceará. Estou longe de casa há 32 anos.  Vivi com meus pais e mais sete irmãos até os dezessete anos. 

Cheguei ao Rio de Janeiro, em 1979, em busca de melhores condições de vida. No Rio, comecei a trabalhar em um restaurante na função de copeiro. Aluguei uma casa, trabalhei em várias empresas desempenhando funções diversas (pasteleiro, balconista, lancheiro etc). Conheci a Deise com quem tive um relacionamento de seis anos, mas não tivemos filhos.Depois de um tempo, terminamos. Em 1998, trabalhei no CEASA e dormia na loja de meu patrão. Entretanto, devido ao uso abusivo do álcool, perdi todos os documentos, adquiri cirrose hepática, pneumonia e convulsão em decorrência da abstinência alcoólica. 

Fiquei internado no Hospital Carlos Chagas durante cinco meses. Por não apresentar referência familiar e nem de moradia, a assistente social fez contato com a Casa Irmão Sol Eucarístico, em Madureira, solicitando abertura de vaga. Fui acolhido em 17 de novembro de 2002. Fui bem recebido pelos irmãos. Cheguei acamado e totalmente dependente, precisava de auxílio para me alimentar e para a higiene pessoal. Fiquei cadeirante por dois anos, mas com o tratamento de fisioterapia voltei a andar e viver uma vida normal. 

Hoje, estou acolhido na Casa Santo Antônio, na Missão de Cosme Velho. Empenho-me  nos trabalhos aqui: cuido do jardim, zelo pelo espaço com muito carinho, interajo de forma positiva com todos. A cada quinze dias vou a Maricá, onde faço trabalhos de limpeza geral na casa de um casal. Meu sonho é  trabalhar por conta própria e ter minha casa. 

Agradeço a Deus, à Nossa Senhora e aos religiosos. 
Que Deus abençoe-os!

Testemunho do acolhido “Ceará”,
da Missão de Cosme Velho/RJ 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Testemunho do Amor de Deus!

As irmãs acolhidas em nossa casa , vieram das ruas ou se encontravam abandonadas e sem ninguém... São elas:

Chiquinha (Francisca Helena), Filomena, Valderlânia, Franquilene, Roberta, Zita, Margarida e Cícera. 

Queremos testemunhar como elas, depois de um tempo de mais ou menos dez anos de  Toca , estão progredindo dia após dia. De fato, nada nos torna mais necessários que o amor. Olhando para estas pessoas quando chegaram aqui, víamos somente a face do sofrimento diante do abandono e da falta de amor. 

Se ficássemos parados em observar as várias debilidades físicas, mentais, psicológicas dessas mulheres, não poderíamos contemplar o que a graça de Deus pode realizar através de nosso carisma. Assim, pouco a pouco, fomos buscando atividades e meios para inserí-las. E, o que era impossível, conseguimos ver que se realiza todos os dias. 

Hoje, elas vão cheias de disposição para a ginástica, para a hidroterapia... Realizam trabalhos de artes visuais, pinturas... Estudam, fazem catequese e participam da Santa Missa. Mesmo com as limitações, como parte desta família, elas se disponibilizam a realizar alguma função no dia a dia da casa. 

A presença dessas irmãs em nossas vidas são o testemunho do Amor de Deus.Gratidão, amadas irmãzinhas!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Amor de Deus é surpreendente!


Meu nome é Silvia Helena Garcia, tenho 42 anos, e sou natural de Mogi Mirim/SP. Morava nas ruas de Mogi Mirim. Fui parar na rua por fazer uso do álcool e de outras drogas mais pesadas. 

Não fui atrás de parentes e tinha uma vida difícil na rua: era difícil tomar banho, comida nem sempre eu conseguia e algumas pessoas não ajudavam, pois diziam: “Dinheiro para droga não falta!!!”

Um dia, recebi um convite para morar em uma casa. A pessoa que me convidou disse-me que do que eu precisava não iria faltar. Quando cheguei, vi que era uma casa religiosa. Eu nunca imaginava...

Os três primeiros meses foram muito difíceis porque eu tinha muitas alucinações. Comecei a fazer acompanhamento e tratamento de saúde com alguns voluntários.

Hoje estou bem e participo de uma oficina de costura no Hospital Cândido Ferreira. 
Sou muito feliz por estar na Toca!



Testemunho da acolhida Silvia Helena, 
da Missão Chácara Santa Clara,Campinas/SP



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Deus faz novas todas as coisas!


Meu nome é Clésio Wilson Fonseca Santos, tenho 41 anos, nasci na cidade de Montes Claros/MG.

Vivi muito pouco tempo nesta cidade, mas tenho boas recordações. Em 1982, fui para Belo Horizonte/MG. Em ‘BH’, vivi muitos altos e baixos. Com isso, cheguei ao ponto de viver em situação de rua. 

Na rua, já estava desistindo de viver. Fui acolhido pelos freis, da Toca de Assis, em novembro de 2012. Na Toca, encontrei pessoas que me estenderam as mãos, pessoas que me ajudaram em minhas dificuldades. 

Elas são guiadas por Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Depois da minha Primeira Comunhão, nunca mais havia me confessado. 

Depois de quase trinta anos, pude novamente me confessar e voltar a comungar Jesus! 

Atualmente, trabalho como pedreiro e tenho, novamente, muitos sonhos a serem realizados, com a ajuda de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. E, no mais, só vendo para crer!


Testemunho do acolhido Clésio Santos, 
da Missão de Belo Horizonte/MG

sexta-feira, 15 de março de 2013

“... Quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.”


Inocente Arevalo ou Inocêncio Emiliano é natural da Bolívia, talvez de Santa Cruz de La Sierra, perto do Rio Negro. Segundo ele, ganhava a vida vendendo pepino na feira com a mãe e gostava de pegar carona em caminhões. Em uma dessas, saiu de seu país e veio parar aqui no Brasil.

Em 2003, foi encontrado na rua, aqui em Dourados, pelo Sr. Estanislau, da Rádio Coração (rádio da Diocese de Dourados). O Sr. Estanislau acionou a guarda municipal e Inocente Arevalo foi encaminhado para nossa Casa.
Os dados que temos do Inocente são incertos... Estamos nos mobilizando para levá-lo para sua terra natal, pois todos os dias ele nos pergunta: “Quando vou para a minha casa?”, “Quero ver minha mamãe!”.

Sabemos, também, que sua história é delicada. Se, o levarmos para a Bolívia e não encontrarmos os seus familiares, ele não poderá retornar ao Brasil (de acordo com informações que recebemos da Polícia Federal). 

No ano passado, realizamos a nossa Festa Junina com o objetivo de angariar fundos para ajudarmos o Inocente. Obtivemos um bom resultado, mas ainda não foi o suficiente possível a realização desse ideal. Ainda estamos à procura de alguma instituição que tenha condições de acolhê-lo caso não encontremos a sua família, já que ele não tem condições de se manter sozinho.

Atualmente, ele está bem mais comunicativo e, às vezes, nos ajuda nos afazeres da casa. Seu sonho é voltar para casa. Gostaríamos de fazer um apelo, caso alguém esteja disposto a nos ajudar. Talvez alguém que conheça a Bolívia ou tenha contato com alguém que more por lá. Quem sabe, alguma Instituição... Qualquer ajuda será bem vinda.

Para nós, tem sido difícil em virtude de uma série de fatores: a distância, a língua, as dúvidas e falta de informações concretas. Não conseguimos os documentos do Inocente e ele também não sabe qual sua data de nascimento. 

Qualquer dúvida, entre em contato conosco pelo e-mail:
dourados@irmas.tocadeassis.org.br 
ou através dos telefones:

(67)3424-6424 fixo

(67)8130-7141 Tim

(67)8484-2789 OI

(67)9978-4709 Vivo

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

"O Senhor fez em mim maravilhas!"


Meu nome é João Batista Figueiredo, tenho 59 anos e sou natural de São Rafael-RN. Morei nas ruas durante seis anos de minha vida, trabalhava no lixão em uma cidade de São Paulo e todo o dinheiro que ganhava era para sustentar meu vício do álcool.

Antes disto, trabalhava em uma empresa da construção civil, mas perdi o emprego e, por isso, fui morar nas ruas. Certo dia, uma Assistente Social me levou para morar na Toca de Assis na cidade de Jaú.

Lá, me acolheram com muito carinho e percebi que a alegria dos religiosos me contagiava a cada dia. Foi aí que decidi deixar o vício da bebida. Consegui perceber que poderia ser feliz sem me embriagar.

Hoje, moro na missão de Londrina–PR e há seis anos, eu conheço a Toca de Assis. Sou muito feliz por morar na TOCA, pois aqui aprendi a me aproximar mais de DEUS. Com a catequese dos religiosos, recebi o Sacramento da Crisma e voltei a participar das Missas e a comungar o Corpo de Jesus, que é minha grande alegria!

Sinto-me feliz a cada dia que participo dos momentos de espiritualidade e de convivência. Tenho alegria ao participar, com outros irmãos, das aulas aos sábados com a professora, dos momentos de partilha do Evangelho do Dia, dentre outros tantos momentos fraternos. 

Agradeço à Toca de Assis por cuidar de mim com tanto amor e carinho e a todos os leigos que ajudam em nossa casa. 

DEUS ABENÇÕE A TODOS. PAZ E BEM!




Testemunho do acolhido João Batista Figueredo,
da Missão Londrina/PR


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Reencontro!


A Missão de Teresina/PI vem compartilhar com todos a alegria do reencontro da Ir. Ana Catarina do Eterno Amor do Pai e de sua mãe Alderina Quirino de Oliveira, depois de 40 anos.


Natural de Fortaleza/CE, Ir. Ana Catarina foi criada pela família paterna em São Gonçalo/RJ. Desde os sete anos de idade, não teve mais notícias de sua mãe e de seus três irmãos. 

Ao entrar na vida religiosa, após um tempo, manifestou o desejo de reencontrá-la, mas não sabia por onde começar. A única informação que possuía era que, provavelmente, a  sua mãe continuaria em Fortaleza/CE. Chegando à Missão de Teresina/PI, em junho de 2012, ela tomou a decisão de buscar maiores informações a sobre sua família. Aproveitou que estava mais próxima do estado do Ceará e, talvez, fosse mais fácil. 

Buscamos apoio junto à Defensoria Pública do Estado do Piauí, através da Defensora Pública Dra. Irani Albuquerque Brito, da 2ª Defensoria Pública da Família. Ali, nos foi orientado, procurar a Previdência Social com toda a documentação que ela possuía. O objetivo era realizar uma busca nos registros daquele órgão na tentativa de encontrar alguma “pista” sobre sua mãe.  

O Órgão alegou que não poderia fornecer os dados solicitados, pois eram sigilosos. Recorremos, novamente, à Defensoria Pública, que emitiu um ofício dirigido à Previdência. Foi através desse documento que descobrimos que sua mãe recebia benefício do INSS. Segundo os dados constantes no INSS, sua mãe morava em um município da zona rural do Ceará. Entretanto, ao entrarmos em contato com o posto de saúde do local, descobrimos que sua mãe havia se mudado para Fortaleza (sua residência atual). 

Com o apoio da nossa Casa Fraterna Mãe do Pobres em Fortaleza, no dia 13/09/2012, foi possível a realização do encontro entre a Irmã Ana Catarina e sua mãe. Além disso, Irmã Catarina conheceu suas tias, seu irmão e uma meia irmã. Foi um encontro muito emocionante. A mãe, também, nunca mais teve notícias dos filhos!

Hoje, elas mantêm contato por telefone e já convidamos Dona Alderina para passar uns dias conosco, em nossa casa de Missão.

Será um recomeçar na vida dessa família. Agradecemos ao Bom Deus que tudo providenciou para esse encontro e a todos que nos ajudaram. Deus lhes pague!



Testemunho do reencontre entre a Irmã Ana Catarina,
da Missão Teresina/PI, e sua mãe Alderina Quirino de Oliveira